segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Muito além da propaganda


Sempre observei com muito cinismo as propagandas e certos publicitários que se julgam verdadeiros artistas. A meu ver, qualquer expressão artística é livre de uma obrigação superior. E no caso da publicidade, as propagandas não surgem pela necessidade do indivíduo em expressar uma idéia ou sentimento. Surgem pela existência e a constância do ciclo capital. Surgem pela necessidade de alimentar o mercado, manter o consumo em voga. 
 
O maioria das propagandas fazem é vender algo quase intangível, mas de extrema necessidade e procura na sociedade atual: A felicidade. Por isso trato boa parte das propagandas com o mesmo cinismo que elas se apresentam ao conceituar “a felicidade e a liberdade do individuo” com a idéia da posse de um produto. Infelizmente, assim como os produtos que consumimos, nós somos consumidos, somos apenas estatísticas para que novos ‘bens-de-consumo’ sejam produzidos de acordo com o público-alvo (Target).

É um fato, não vamos deixar de comprar aquele produto ou assistir aquela propaganda em virtude disso. Por mais pessimista que seja a minha visão realista. Existem muitas coisas bacanas e criativas na publicidade. Um exemplo disso é a premiação para o segmento, uma espécie de “Oscar da propaganda” chamado Clio Awards criado em 1959. 
 
Sei que infelizmente o capitalismo é uma Quimera que não consome apenas o mercado, mas a visão das pessoas sobre o conceito sociedade e sobre si mesmas. Vivemos em um momento em que as relações humanas se igualam as transações comerciais, tudo é medido na lei do “Custo/Beneficio”. As propagandas que admiro saem dessa pressão sobre a felicidade. Elas dizem “Ok estamos vendendo cerveja, mas vamos falar de outro assunto e se você quiser, compre uma cerveja depois”.  A Budweiser teve ótimas campanhas nesse sentido, as melhores foram em 1998. Atualmente eu desconheço... Mas as propagandas institucionais ou aquelas que não são vinculadas a governo ou empresa, apenas a uma idéia, são as mais legais.

 Selecionei duas que acho bacana. Que me fizeram pensar que não somos tão superiores quanto imaginamos e que na maioria das vezes a rotina nos leva a mecanizar os nossos  sentimentos e objetivos. Sei que no fundo qualquer propaganda são apenas propagandas, alguém tentando te convencer de algo. Mas existem algumas que valem a pena rir e pensar. E essa é a minha intenção nas próximas postagens.

Bom Dia, Boa Tarde, Boa Noite

Essa propaganda que eu prefiro chamar de curta-metragem é um chamariz para o 17º Festival Internacional de Arte de Contemporânea SESC. Um excelente trabalho produzido pela Associação Cultural VideoBrasil. Mais detalhes sobre o festival click AQUI



The world is where we live

A WWF sempre tem umas propagandas muito bacanas. Essa em especial "The world is where we live", mostra que não há muita diferença entre os animais quando se trata de sentimentos e percas.

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